Aventura numa bicicleta elétrica!
conhece os AVENTUREIROS
Rui Violante, a conduzir a Nevo, faz regularmente o trajeto para o trabalho pelas ciclovias.
Hugo Dinis, que conheceu o Rui há 15 anos durante os estudos em Lisboa, fica responsável por conduzir a Transporter, a bicicleta de carga elétrica.
Tem uma paixão por mountain bike e leva uma vida ativa com a mulher, Mafalda.
Mafalda Matos, adora fazer exercício, tendo escolhido também conduzir uma Nevo nesta viagem!
Ela dá o toque feminino ao projeto, como maximizar a eficiência e a comunicação do grupo.
A DECISÃO
Motivados pelo toque suave da brisa ligeira no rosto rumo ao destino, três amigos de Tondela, Viseu, abraçaram a oportunidade de viajar até Santiago de Compostela.
A sua determinação em pôr-se a caminho serve de exemplo para quem procura quebrar a rotina do dia a dia com um desafio.
A viagem percorre 400 quilómetros de asfalto, todos para serem conquistados em bicicletas elétricas!
o plano
Primeiro, os seus destinos vão estar debaixo das rodas de Riese & Müller Electric Bikes.
Parte do equipamento que vão levar inclui câmaras-de-ar, carregadores, extensões elétricas e kits de reparação mecânica. Vão descansar em albergues, aproveitando também para recarregar as baterias das bicicletas.
Como o trio vai viajar sozinho, não há qualquer apoio!
a entrevistar os aventureiros
CICLO: Porque rumam a Santiago de Compostela?
RV: A nossa ideia original foi: "Temos de fazer uma viagem para algum lado". Fazia especialmente sentido aproveitar a bicicleta de carga, tão perfeita para uma aventura a três. Porque não Santiago de Compostela? É uma rota conhecida, seja por motivos religiosos, desportivos ou, como no nosso caso, por aventura.
Ciclo: ENTÃO O OBJETIVO DE CADA UM É SIMPLESMENTE A AVENTURA?
MM: Para mim, o objetivo é chegar bem ao destino e depois partilhar a experiência!
HD: Na verdade, já tínhamos bastante experiência antes disto. Eu, e a Mafalda, vivemos perto de um percurso ecológico. E quando vivemos em Bruxelas, na Bélgica, habituámo-nos a ver a bicicleta como o principal meio de transporte de muita gente, incluindo nós próprios. A bicicleta faz parte das nossas vidas desde sempre.
Agora a ideia é motivar e incentivar a largar o carro e a aproveitar um pouco mais o que a bicicleta tem para oferecer, como um transporte mais sustentável.
Em Portugal, há poucas cidades preparadas para bicicletas. Mas ainda podemos adaptá-las. Já há bons modelos de bicicletas no mercado para esse contexto.
RV: A ideia assenta na consciencialização para a bicicleta, para mostrar o quanto pode ser útil como meio de transporte privilegiado. É preciso que haja mais pessoas a usá-la para que surjam melhores condições, sobretudo para convencer quem tem poder de decisão a criar infraestruturas melhores. É responsabilidade de todos mostrar o que é, de facto, andar de bicicleta. Não é só uma questão de lazer.
HG: Como somos todos grandes amigos, todos de Tondela, queremos que o projeto signifique algo para nós. No interior de Portugal, não há muita gente a usar bicicleta - talvez só para desporto - o que é uma pena. Por isso, nesta viagem, vamos ver como as pessoas interagem connosco, como vão reagir a três pessoas a conduzir três bicicletas elétricas totalmente carregadas. Isso deve dar que pensar.
Ciclo: Consideram fazer mais alguma coisa depois de regressarem a Portugal?
RV: Estamos a pensar em começar algo. Se esta aventura correr bem, podemos fazer uma espécie de evento anual, por exemplo. Talvez percorrer a Costa Vicentina (o litoral que abrange o Alentejo e o Algarve). Há tanto para percorrer, e estamos só a falar de Portugal!
HD: Sobre este evento, criámos um logótipo para todas as colaborações, como com a CICLO. A outra ideia - e esta é totalmente sem compromisso - é rodar um documentário sobre mobilidade suave. Não somos só três ciclistas a tentar vender algo. "De Tondela a Compostela" pode tornar-se num movimento para inspirar algo mais.
MM: Depois da nossa estadia em Bruxelas, dizemos que uma grande maioria dos habitantes poderia usar - de forma eficiente - a bicicleta como principal meio de transporte. Voltar a Portugal e ver que isso podia ser mais valorizado, especialmente nas zonas rurais, deixou-nos um pouco tristes. As bicicletas estão aqui para nos ajudar. É possível, por exemplo, ir buscar os filhos à escola com elas. Esta viagem a Santiago vai revelar quão viável é percorrer longas distâncias com bicicletas elétricas, e quão versáteis e confortáveis elas são. Vai permitir informar o público que não está consciente da situação, em particular sobre as soluções que ela apresenta.
C: Qual vai ser o vosso percurso?
HD: O primeiro troço vai ser fácil. Vamos subir todo o caminho pela Serra do Caramulo, cerca de 20 km que conhecemos muito bem. Depois, descemos em direção a Águeda, poupando bateria. Depois de uma boa pausa, seguimos para Albergaria, onde temos de decidir se seguimos pela estrada do Porto ou de Ponte de Lima. Mas, claro, vamos passar pela CICLO para ver como estão as coisas! Quando voltarmos à estrada, temos de enfrentar a Serra da Labruja, um percurso muito exigente e cheio de subidas íngremes. Vila Nova de Cerveira é o próximo destino.
A partir daqui, queremos terminar em Fisterra, Espanha, que fica mais perto de Santiago de Compostela.

